
Autora: Gabriela Dalssoto
A transição para o novo sistema tributário vai muito além da alteração de alíquotas. Para a indústria, ela exige uma profunda adequação tecnológica, envolvendo sistemas de ERP, módulos fiscais, emissão de documentos eletrônicos e controle de créditos tributários.
O novo modelo impõe a convivência simultânea de CBS e IBS, além da implementação de mecanismos como o split payment. Isso demanda integração entre sistemas empresariais, instituições financeiras e plataformas governamentais, com impactos diretos no fluxo de caixa e na governança fiscal.
Esses ajustes representam custos relevantes, especialmente para empresas de médio porte. A atualização tecnológica, aliada à necessidade de segurança da informação e confiabilidade dos dados fiscais, torna-se condição essencial para evitar autuações decorrentes de falhas operacionais.
Portanto, o investimento em tecnologia deixa de ser apenas uma decisão administrativa e passa a ser medida de mitigação de risco tributário, com reflexos diretos na sustentabilidade financeira da indústria durante a transição.







