
Autora: Ana Paula Izidoro
A principal mudança trazida pela Reforma Tributária para a indústria é a adoção do modelo de imposto sobre valor agregado (IVA) dual, composto pela CBS e pelo IBS. Esse novo sistema substitui uma estrutura cumulativa e fragmentada por um modelo mais simples, baseado na compensação de créditos ao longo da cadeia produtiva.
No IVA, o imposto incide sobre cada operação com bens e serviços, mas permite que o tributo pago nas etapas anteriores seja compensado nas seguintes. Na prática, isso faz com que a carga tributária recaia apenas sobre o valor efetivamente agregado em cada fase da produção, eliminando a tributação em cascata que historicamente onerou o setor industrial.
Indústrias com cadeias produtivas extensas tendem a ser diretamente beneficiadas por essa lógica, por isso, um olhar clínico fará toda diferença para entender o que irá gerar créditos compensáveis. Esse mecanismo contribui para reduzir custos, aumentar eficiência e melhorar a competitividade da produção nacional, inclusive no comércio internacional.
Apesar do potencial positivo, o novo modelo exige adaptação. A correta apuração dos créditos dependerá de controles internos mais precisos, classificação adequada das operações e integração entre sistemas fiscais e contábeis, sob pena de questionamentos pela fiscalização.







