
Autora: Ana Paula Izidoro
Além dos impactos estruturais, a Reforma Tributária impõe à indústria o desafio da preparação prática para um novo ambiente fiscal. A complexidade da transição exige planejamento antecipado, sob pena de transformar ganhos potenciais em passivos tributários relevantes.
O primeiro passo é o mapeamento de processos, identificando todas as etapas da cadeia produtiva que envolvem incidência tributária. Em paralelo, a capacitação das equipes fiscal, contábil, jurídica e operacional é essencial para garantir a correta aplicação das novas regras no dia a dia.
Outro ponto central é a atualização tecnológica. Sistemas de ERP, emissão de documentos fiscais e controle de créditos precisarão ser adaptados ao novo modelo, garantindo conformidade com as exigências do IVA dual. Também é recomendável a revisão contratual, especialmente em contratos que envolvem precificação e repasse de tributos.
Por fim, o planejamento tributário preventivo assume papel estratégico. Mais do que reduzir carga tributária, ele permitirá antecipar riscos, organizar fluxos de caixa e estruturar defesas, assegurando que a indústria atravesse a transição da Reforma Tributária com segurança jurídica e previsibilidade.







